Passo a passo do cortejo

Rico em tradições e costumes, o casamento atravessa os séculos alimentando o sonho romântico de casais apaixonados. Um ritual permeado de detalhes que só fazem aumentar seu encanto. Entre as principais passagens está o cortejo que abre a cerimônia com toda pompa e circunstância que a ocasião merece. Um momento de grande impacto cênico, onde noivos e demais envolvidos na boda obedecem às regras da liturgia que valorizam ainda mais esse momento sublime. Com muitas particularidades, apresentar um cortejo perfeito exige conhecimento prévio de seus preceitos. E com o intuito de colaborar nessa tarefa, segue uma seleção das mais freqüentes dúvidas elucidadas.

Quem recebe os convidados na chegada à cerimônia?

Numa cerimônia católica, cabe à equipe do cerimonial essa função, enquanto o noivo, seus pais e a mãe da noiva estão na sacristia com os padrinhos aguardando o início da cerimônia.

Ainda prevalece o costume dos convidados assistirem a cerimônia religiosa em lados específicos na igreja ou templo?

Essa era uma prática mais tradicional, que já não se aplica. Atualmente os convidados se acomodam no espaço da cerimônia com mais espontaneidade, escolhendo o posicionamento que for mais conveniente. No entanto, se for de interesse dos noivos manter esse costume, a tradição indica que do lado esquerdo do corredor central, os bancos são destinados aos convidados da noiva; e do lado direito, aos convidados do noivo. Porém, lados contrários podem ser preenchidos na medida em que isto se fizer necessário para que todos tenham assento. Para facilitar essa distribuição, uma pessoa do cerimonial pode ficar encarregada de receber os convidados à entrada e orientá-los quanto ao lado que devem ocupar, indagando se são convidados da noiva ou do noivo. Da mesma forma alguns lugares mais nobres, como os assentos da primeira fila (quando há assentos), podem ser reservados com uma etiqueta, para acomodações de convidados mais importantes ou mais idosos.

O Atraso da noiva é uma tradição que deve ser seguida?

O atraso da noiva não deve ultrapassar 30 minutos. Mais do que obedecer um costume, o objetivo desse atraso é também garantir a chegada de todos os convidados.

O início do cortejo deve ser anunciado?

Não existe nenhum tipo de regra ou tradição específicas para iniciar um cortejo nupcial. Em geral, é a música que determina esse momento quando a cerimonia é realizada em templos religiosos. Entretanto ao se tratar de uma cerimonia no mesmo local da recepção, normalmente o Dj convida a todos para se dirigirem ao local onde será realizada a cerimonia.

Como é a ordem de entrada do cortejo?

Cabe lembrar que o lado direito da sacristia é destinado a noiva, seus familiares e aos padrinhos da noiva, enquanto o lado esquerdo é destinado ao noivo, seus familiares e aos padrinhos do noivo.

Em uma cerimônia católica, era usual o noivo aguardar a noiva no altar, junto aos seus pais, a mãe da noiva e os padrinhos (Caso 1).

Hoje, o mais praticado é um cortejo iniciado pelos padrinhos – porque eles são as testemunhas do casamento, logo devem assistir toda a cerimônia (Caso 2).

Esclarecendo as duas formas de cortejo:

Primeiro caso: 1. Ordem de entrada: (resumo)

Sempre se preocupando com uma pausa na entrada para que o corredor fique livre.

À medida que for chegando ao altar, o noivo com sua mãe e seus padrinhos vão ficar do lado direito de quem entra na igreja, enquanto a mãe da noiva e os padrinhos da noiva ficam do lado esquerdo. O pai do noivo fica ao lado da mãe da noiva até a chegada do pai da noiva no altar, momento no qual ele assume sua posição junto a mãe do noivo.

Depois entra(m) a(s) dama(s) e pajem(ns) e, logo em seguida, a noiva com seu pai do lado esquerdo (inverso dos demais). Quando a noiva chegar no altar, o noivo vem em sua direção, cumprimenta o pai da noiva com um aperto de mão e dá seu braço esquerdo à noiva (nesse momento a noiva troca de mão o buquê).

Cumprimentos aos familiares após a cerimônia: A noiva cumprimenta a família do noivo e o noivo se dirige a família da noiva para cumprimentá-los, em seguida cada qual cumprimenta seus familiares, ao fim se abraçam, viram-se de costas a sacristia;

Na saída, o noivo dará o braço direito à noiva (a qual trocará o buquê de mão), iniciando assim a saída. A(s) dama(s) e pajem(ns) os seguem e depois os pais da noiva, do noivo e padrinhos podendo ser alternadamente ou primeiro saem os padrinhos do noivo e logo após os da noiva.

Segundo caso: 2. Ordem de entrada: (resumo)

Sempre se preocupando com uma pausa na entrada para que o corredor fique livre

Cumprimentos aos familiares após a cerimonia: A noiva cumprimenta a família do noivo e o noivo se dirige a família da noiva para cumprimentá-los, em seguida cada qual cumprimenta seus familiares, ao fim se abraçam, viram-se de costas a sacristia;

Na saída, o noivo dará o braço direito à noiva (a qual trocará o buquê de mão), iniciando assim a saída. A(s) dama(s) e pajem(ns) os seguem e depois os pais da noiva, do noivo e padrinhos podendo ser alternadamente ou primeiro saem os padrinhos do noivo e logo após os da noiva.

 

Texto: adaptado da reportagem de Kathia Pompeu

Inesquecível Casamento Ano V, N. 14

Por trás do véu da noiva

Com muito misticismo e costumes históricos, esse item do vestuário de casamento é mais que uma simples complementação: é um talismã

Uma das peças mais famosas, e características do vestido de uma noiva, o véu tem muitos significados e também muita história para contar. É quase impossível mensurar quando essa indumentária passou a ser usada pelas noivas, mas uma das correntes mais aceitas sobre a sua origem é de que o véu era um costume da Grécia antiga. Tinha então 3 funções: proteger a noiva do mau olhado das solteiras, dos maus espíritos e de escondê-la dos olhares cobiçosos dos admiradores que não foram eleitos como noivo. Usar o véu de uma mulher feliz no casamento era igualmente costume. Se tivesse parentesco próximo (como mãe ou avó) tanto melhor para garantir a sorte da noiva.

A utilização do véu por mulheres em momentos importantes de suas vidas também está muito associada aos costumes orientais e a Deusa do amor da era pagã, Ishtar, cultuada na antiguidade pelos povos da Babilônia e Mesopotâmia, chegando depois aos gregos. Ela teria sido a primeira representação feminina a usar a peça. Por ser uma divindade também ligada à sedução e fertilidade, não demorou às mulheres mortais “copiarem” o costume para ter os mesmos “poderes”.

O emprego de véus é ainda ligada a Deusa Vesta, da honestidade, que na mitologia greco-romana, era protetora do lar, e portanto, tinha tudo haver com o novo ciclo que se iniciava para a nubente. Nos casamentos romanos ricos, para marcar a data, roupas especiais eram usadas, como o fino véu de linho cor púrpura, o flammeum, que envolvia a noiva vestida de branco. A cor do véu era sinônimo de nobreza naquele período. Mais tarde, já na era cristã, até mesmo a bíblia teria citado o véu das noivas. Na história de Jacó, ele só teria se casado com a irmã de Raquel, Leah por ter sido enganado pelo véu na hora do casamento. Casou-se com uma imaginando que era a outra, e honrou o compromisso assumido, mesmo sem querer.

Aliado da beleza

Na idade média, quando – mais do que nunca – se casar significava unir os interesses de família (ou seja, aumento de posses e terras, e consecutivamente do poder), o véu era mais uma das provas de riquezas da família da noiva. Usado cobrindo a cabeça, na cor branca e bordado com fios dourados, ele simbolizava também a castidade.

Dizem, ainda, que numa época em que os cuidados com aparência e a higiene não eram tão levados em conta, o véu servia como um importante aliado de uma noiva não tão bela, que tivesse, por exemplo, dentes faltando, comuns à “época das trevas”. Mas se essa história é apenas uma lenda maldosa, ninguém sabe dizer. Bem mais nobre, a versão dos árabes diz que a palavra Hijab (véu) significa “aquilo que separa duas coisas”. Assim, para esse povo usar o véu é equivalente a mostrar que a noiva se separa da vida de solteira para entrar numa nova fase, como esposa. O ato simbólico do noivo levantar o véu representaria este momento de deixar para trás uma condição e abraçar esta, com mais responsabilidades.

Após a exuberância pomposa do vestuário francês, caída junto com a Revolução Francesa, os costumes pediam simplicidade, inclusive no vestuário. E quem disse que os véus caíram de moda? Pelo contrário, ficaram ainda mais valorizados. As noivas optavam pelos itens despojados, um retrato de sua pureza de caráter e virgindade. Transparente e preso à cabeça junto com flores de cera ou naturais, esse ornamento passou a ser utilizado em larga escala na Europa. Provém deste tempo a crença de que, depois de realizar a cerimônia, a noiva deveria cortar seu véu em pedaços e distribuí-los entre as amigas solteiras, num gesto de partilhar com elas sua felicidade e lhes desejar a mesma sorte.

Hoje o véu, que carrega todos esses simbolismos seculares, acumula ainda as manifestações de pureza e simplicidade, mas com atitude. Antes ligado à juventude (no começo do século XX as noivas com mais de 25 anos já não podiam usar o véu, pois não eram consideradas tão jovens pela sociedade) hoje, este acessório pode ser utilizado por noivas que se casam pela primeira vez ou não. Atualmente, o véu é o elemento quase obrigatório num traje de noiva.

Véus da vez

Os véus atuais, além de serem práticos – já que na hora da festa podem ser retirados para dar mais conforto – carregam a função de tornar a noiva ainda mais bela. Os redondos harmonizam as feições e os quadrados alongam. Véus curtos com muitas pedrarias e aplicações combinam com noivas arrojadas. Os longos são clássicos entre as noivas tradicionais. Já os véus em cascatas são adequados para casamentos mais informais.

Texto: Mari Carla Polizello

Festa Viva ano I nº8

Tabela de bodas – aniversário de casamento

Além das tradicionais bodas de prata e de ouro, que rendem as maiores festas e eventos sociais, para todos os anos existe uma boda a se comemorar. De pedras preciosas a madeiras, muitos elementos naturais dão nome a cada aniversário de casamento, desde o 1º ao 100º.

O nome boda (que no Brasil chamamos usualmente de bodas, no plural) é bastante conhecido, mas a sua origem etimológica nem tanto. A corrente de pesquisa mais completa aponta que a palavra seria uma derivação do termo em latim votum, que significaria promessa – o que traduzimos como o compromisso de união que o casal assume diante da sociedade em geral e de seu grupo religioso em particular.

Abaixo segue uma lista completa das bodas de casamento:

  1. Bodas de papel
  2. de Algodão
  3. de Couro ou Trigo
  4. de Flores, Frutas ou Cera
  5. de Madeira ou Ferro
  6. de Açúcar ou Perfume
  7. de Latão ou Lã
  8. de Barro ou Papoula
  9. de Cerâmica ou Vime
  10. de Estanho ou Zinco
  11. de Aço
  12. de Seda ou Ônix
  13. de Linho ou Renda
  14. de Marfim
  15. de Cristal
  16. de Safira ou Turmalina
  17. de Rosa
  18. de Turquesa
  19. de Cretone ou Água Marinha
  20. de Porcelana
  21. de Zircão
  22. de Louça
  23. de Palha
  24. de Opala
  25. de Prata
  26. de Alexandrita
  27. de Crisoprásio
  28. de Hematita
  29. de Erva
  30. de Pérola
  31. de Nácar
  32. de Pinho
  33. de Crizopala
  34. de Oliveira
  35. de Coral
  36. de Cedro
  37. de Aventurina
  38. de Carvalho
  39. de Mármore
  40. de Esmeralda
  41. de Seda
  42. de Prata Dourada
  43. de Azeviche
  44. de Carbonato
  45. de Rubi
  46. de Alabastro
  47. de Jaspe
  48. de Granito
  49. de Heliotrópio
  50. de Ouro
  51. de Bronze
  52. de Argila
  53. de Antimônio
  54. de Níquel
  55. de Ametista
  56. de Malaquita
  57. de Lápis-lazúli
  58. de Vidro
  59. de Cereja
  60. de Diamante
  61. de Cobre
  62. de Telurita
  63. de Sândalo
  64. de Fabulita
  65. de Platina
  66. de Ébano
  67. de Neve
  68. de Chumbo
  69. de Mercúrio
  70. de Vinho
  71. de Zinco
  72. de Aveia
  73. de Manjerona
  74. de Macieira
  75. de Brilhante
  76. de Cipreste
  77. de Alfazema
  78. de Benjoim
  79. de Café
  80. de Carvalho
  81. de Cacau
  82. de Cravo
  83. de Begônia
  84. de Crisântemo
  85. de Girassol
  86. de Hortênsia
  87. de Nogueira
  88. de Pêra
  89. de Figueira
  90. de Álamo
  91. de Pinheiro
  92. de Salgueiro
  93. de Imbuia
  94. de Palmeira
  95. de Sândalo
  96. de Oliveira
  97. de Abeto
  98. de Pinheiro
  99. de Salgueiro
  100. de Jequitibá